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Big Data Made in Brazil – Entrevista com Jaime de Paula

O Portal Análise Preditiva foi a Florianópolis conversar com Jaime de Paula, fundador da Neoway, a maior empresa de big data e principal plataforma de inteligência de dados do Brasil. Nesta entrevista, Jaime fala sobre os desafios de fundar a empresa, as razões porque Florianópolis se tornou o “Vale do Silício” brasileiro e como ajuda companhias a atingir melhores resultados.

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Como surgiu a ideia de começar a Neoway?

A ideia de começar a Neoway nasceu de uma tese de doutorado que comecei a desenvolver aqui na Universidade Federal de Santa Catarina. Inicialmente, uma plataforma de inteligência artificial, usando as tecnologias disponíveis à época, como data warehousing, data mart e BI. Isso foi evoluindo e em 2009 lançamos nossa plataforma de big data, já através da Neoway. Começamos com o caso Portobello [a maior empresa cerâmica do Brasil], cuja ideia era ajudar a empresa a encontrar mais obras para poder aumentar as vendas de seus produtos.

Por que Florianópolis é frequentemente chamada de “Vale do Silício” brasileiro? Quais fatores contribuíram para esse fenômeno?

Eu vejo como característica de Florianópolis, primeiro, por ser um lugar tranquilo, uma cidade que não é grande, não é gigante. É uma cidade de 500 mil habitantes. Ao mesmo tempo, é uma cidade com alta qualidade de vida, lugares bonitos, etc. Tudo isso atrai muito esse pessoal de desenvolvimento porque eles gostam exatamente disso: qualidade de vida.

E hoje você consegue atrair muitos talentos de todo Brasil e até do mundo para vir morar em Florianópolis. Só que o que eles querem é um desafio qualificado. Você tem que apresentar uma proposta não só para vir morar aqui, porque ele vai morar, vai querer surfar, mas ele precisa ter condições de exercer aquilo que ele gosta, fazer o que ele gosta. A ideia que a gente colocou aqui como “Vale do Silício” é exatamente a de trazer coisas disruptivas e isso exige pessoas de muito talento.

Qual foi o maior desafio em transformar a Neoway em uma gigante de big data?

O grande desafio foi o seguinte. Quando começamos a empresa, o capital era próprio. A gente tinha que fazer consultoria de um lado para ganhar dinheiro para investir na plataforma. A gente não teve nenhum apoio financeiro. A gente tinha uma ideia, um modelo que foi construído.

Por que o projeto demorou de 2002 a 2009? Exatamente porque eu estava construindo algo com os recursos que eu tinha no bolso. Então, eu tinha que ganhar dinheiro com uma mão, para gastar com a outra. Agora, eu vejo que isso pode ser muito acelerado com os grandes fundos olhando aqui para o Brasil, especificamente para Florianópolis, onde a gente acelerou muito a Neoway.

Em 2014 a gente se catapultou com a entrada da Accel, Monashees e da Endeavour Catalyst. E agora a gente quer crescer muito mais rápido com a entrada da Pointbreak, QMS e da Pollux.

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Que tipo de solução oferecida pela Neoway é mais frequentemente buscada pelos clientes?

Hoje, 80% de nossos clientes buscam a solução de big data para encontrar mais clientes. Esse é o principal alvo deles. Ainda mais agora, por exemplo, no mercado do ano passado, 2016, que vem diminuindo, caindo, ficava mais difícil encontrar clientes.

Então, essa plataforma de big data funciona como teu garimpador. Ela pega o perfil de um cliente que já é teu, “clona” esse perfil e busca outras empresas com as mesmas características que podem contratar teu produto ou serviço.


Quais são os perfis de profissionais que trabalham na Neoway? 

Aqui em Florianópolis temos, basicamente, engenheiros de software. São pessoas com perfil bastante técnico. A gente tem vários profissionais sêniores que dominam todo esse segmento que nos interessa – big data e analytics – e que têm condições de desenvolver plataformas com inteligência artificial, para buscar esse conhecimento.

Quais são os principais concorrentes da Neoway e o que você faz para se diferenciar deles?

No Brasil não temos concorrentes. Para você buscar uma solução de big data e analytics que te ajuda a vender mais, já integrada com mapas, integrada com modelos, gráficos, não tem. Lá nos EUA, a gente vê algumas empresas que têm pedaços da solução. Mas a solução completa mesmo só com a gente.

Como você enxerga o mercado de dados aqui 5 anos no Brasil?

Vejo que esse mercado vai crescer e muito. A gente está apenas começando. O que cresce também é o volume de dados. A cada dia que passa, mais dados estão entrando. São dados qualificados e de diversas fontes. Desde fontes públicas, redes sociais, até de internet das coisas e as próprias empresas gerando dados também. O big data não é uma moda. Veio para ficar e vai crescer muito.

 

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1 responses on "Big Data Made in Brazil - Entrevista com Jaime de Paula"

  1. Muito boa e interessante a entrevista, parabéns !

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